...agradecimentos à Ruy Ribeiro Crespo Filho
Hoje a nossa aula será mais para aprender como as fábulas são ricas de
ensinamento com suas metáforas, símbolos e outras ferramentas que nos
podem ser úteis tanto como um aprendizado de sabedoria quanto para a
psicanálise. Gostaria que os meus alunos se mantivessem
atentos e silenciosos e com suas mentes bem despertas para tirar o
máximo de aprendizado.
MANUEL
O próprio Jesus usava das parábolas para contar histórias para os
seus discipúlos e sem sombra de dúvida é importante
porque nos serve até hoje para compreender a natureza i
espiritual e como devemos agir nesse mundo material também.
DOUTOR HILLll BEM ABBA
Bela intervenção Manuel ...Mas vamos a nossa aula:
Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos
Homens em um lugar da Terra.
O Aborrecimento havia reclamado pela terceira vez que não suportava
mais ficar à toa e a Loucura, como sempre louca, propôs-lhe:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
A Intriga levantou a sobrancelha intrigada e a Curiosidade, sem poder
conter-se, perguntou-lhe:
- Esconde-esconde? Como é isso?
É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a
contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver
terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu
lugar para continuar o jogo.
O Entusiasmo dançou seguido pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos
que acabou convencendo a Dúvida e até mesmo a Apatia, que nunca se
interessava por nada.
Mas nem todos quiseram participar. A Verdade preferiu não esconder-se.
Para quê, se no final todos a encontravam?
A Soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a
incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a Covardia
preferiu não arriscar-se.
- Um, dois, três, quatro…
– começou a contar a Loucura. A primeira a esconder-se foi a Pressa,
que como sempre caiu tropeçando na primeira pedra do caminho. A Fé
subiu ao céu e a Inveja se escondeu atrás da sombra do Triunfo, que
com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais
alta.
A Generosidade quase não consegue esconder-se, pois cada local que
encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos – se era
um lago cristalino, ideal para a Beleza; se era a copa de uma árvore,
perfeito para a Timidez; se era o vôo de uma borboleta, o melhor para
a Volúpia; se era uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade, e
assim, acabou escondendo-se em um raio de Sol.
O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início,
ventilado, cômodo, mas apenas para ele.
A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade,
escondeu-se atrás do arco-íris), e o Desejo, no centro dos vulcões. O
Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é
importante. Quando a Loucura estava lá pelo 999.999, o Amor havia
encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados,
até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se
entre as suas flores.
- Um milhão, contou a Loucura, e começou a busca. A primeira a
aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra.
Depois, escutou-se a Fé discutindo com Deus no céu sobre zoologia.
Sentiu-se vibrar o Desejo nos vulcões. Em um descuido encontrou a
Inveja, e claro, pôde deduzir onde estava o Triunfo.
Egoísmo, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de
seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto
caminhar, a Loucura sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago,
descobriu a Beleza.
A Dúvida foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma
cerca sem se decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando
todos. O Talento, entre a erva fresca; a Angústia, em uma cova escura.
A Mentira, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do
oceano); e até o Esquecimento, para quem já havia esquecido que estava
brincando de esconde-esconde.
Apenas o Amor não aparecia em nenhum local. A Loucura procurou atrás
de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta, e em cima das
montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um
roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos,quando, no
mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham
ferido o Amor nos olhos.
A Loucura não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou,
implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.
DOUTOR HILLEL BEN ABBA
Imaginem o senhores a loucura servindo de guia!!
Desde então, quando pela primeira vez se brincou de esconde -esconde
na Terra podemos afirmar quando tratamos da nossa teoria do casamento perfeito temos que
levar em consideração que:
O amor é cego e a loucura sepre o acompanha!
Vamos esperar o próximos capitulos e ver se realmente estamos
certos... alguma dúvida?
A aula está encerrada!
Aproveitem a loucura do amor...