quinta-feira, 24 de março de 2011

TEXTO DO LIVRO O CASAMENTO PERFEITO A LOUCURA DO AMOR DOUTOR HILLEL BEM ABA

...agradecimentos à Ruy Ribeiro Crespo Filho
Hoje a nossa aula será mais para aprender como as fábulas são ricas de

ensinamento com suas metáforas, símbolos e outras ferramentas que nos

podem ser úteis tanto como um aprendizado de sabedoria quanto para a
psicanálise. Gostaria que os meus alunos se mantivessem

atentos e silenciosos e com suas mentes bem despertas para tirar o

máximo de aprendizado.


MANUEL

O próprio Jesus usava das parábolas para contar histórias para os

seus discipúlos e sem sombra de dúvida é importante

porque nos serve até hoje para compreender a natureza i

espiritual e como devemos agir nesse mundo material também.


DOUTOR HILLll BEM ABBA

Bela intervenção Manuel ...Mas vamos a nossa aula:



Contam que, uma vez, se reuniram os sentimentos e qualidades dos

Homens em um lugar da Terra.


O Aborrecimento havia reclamado pela terceira vez que não suportava

mais ficar à toa e a Loucura, como sempre louca, propôs-lhe:

- Vamos brincar de esconde-esconde?

A Intriga levantou a sobrancelha intrigada e a Curiosidade, sem poder

conter-se, perguntou-lhe:

- Esconde-esconde? Como é isso?

É um jogo, explicou a Loucura, em que eu fecho os olhos e começo a

contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver

terminado de contar, o primeiro de vocês que eu encontrar ocupará meu

lugar para continuar o jogo.

O Entusiasmo dançou seguido pela Euforia. A Alegria deu tantos saltos

que acabou convencendo a Dúvida e até mesmo a Apatia, que nunca se

interessava por nada.

Mas nem todos quiseram participar. A Verdade preferiu não esconder-se.

Para quê, se no final todos a encontravam?

A Soberba opinou que era um jogo muito tonto (no fundo o que a

incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a Covardia

preferiu não arriscar-se.

- Um, dois, três, quatro…

– começou a contar a Loucura. A primeira a esconder-se foi a Pressa,

que como sempre caiu tropeçando na primeira pedra do caminho. A Fé

subiu ao céu e a Inveja se escondeu atrás da sombra do Triunfo, que

com seu próprio esforço, tinha conseguido subir na copa da árvore mais

alta.

A Generosidade quase não consegue esconder-se, pois cada local que

encontrava lhe parecia maravilhoso para algum de seus amigos – se era

um lago cristalino, ideal para a Beleza; se era a copa de uma árvore,

perfeito para a Timidez; se era o vôo de uma borboleta, o melhor para

a Volúpia; se era uma rajada de vento, magnífico para a Liberdade, e

assim, acabou escondendo-se em um raio de Sol.

O Egoísmo, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início,

ventilado, cômodo, mas apenas para ele.

A Mentira escondeu-se no fundo do oceano (mentira, na realidade,

escondeu-se atrás do arco-íris), e o Desejo, no centro dos vulcões. O

Esquecimento, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é

importante. Quando a Loucura estava lá pelo 999.999, o Amor havia

encontrado um local para esconder-se, pois todos já estavam ocupados,

até que encontrou um roseiral e, carinhosamente, decidiu esconder-se

entre as suas flores.

- Um milhão, contou a Loucura, e começou a busca. A primeira a

aparecer foi a Pressa, apenas a três passos de uma pedra.

Depois, escutou-se a Fé discutindo com Deus no céu sobre zoologia.

Sentiu-se vibrar o Desejo nos vulcões. Em um descuido encontrou a

Inveja, e claro, pôde deduzir onde estava o Triunfo.

Egoísmo, não teve nem que procurá-lo. Ele sozinho saiu disparado de

seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto

caminhar, a Loucura sentiu sede e, ao aproximar-se de um lago,

descobriu a Beleza.

A Dúvida foi mais fácil ainda, pois a encontrou sentada sobre uma

cerca sem se decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando

todos. O Talento, entre a erva fresca; a Angústia, em uma cova escura.

A Mentira, atrás do arco-íris (não, mentira, ela estava no fundo do

oceano); e até o Esquecimento, para quem já havia esquecido que estava

brincando de esconde-esconde.

Apenas o Amor não aparecia em nenhum local. A Loucura procurou atrás

de cada árvore, embaixo de cada rocha do planeta, e em cima das

montanhas. Quando estava a ponto de dar-se por vencida, encontrou um

roseiral. Pegou uma forquilha e começou a mover os ramos,quando, no

mesmo instante, escutou-se um doloroso grito. Os espinhos tinham

ferido o Amor nos olhos.

A Loucura não sabia o que fazer para desculpar-se. Chorou, rezou,

implorou, pediu perdão e até prometeu ser seu guia.



DOUTOR HILLEL BEN ABBA

Imaginem o senhores a loucura servindo de guia!!

Desde então, quando pela primeira vez se brincou de esconde -esconde

na Terra podemos afirmar quando tratamos da nossa teoria do casamento perfeito temos que

levar em consideração que:

O amor é cego e a loucura sepre o acompanha!

Vamos esperar o próximos capitulos e ver se realmente estamos

certos... alguma dúvida?

A aula está encerrada!

Aproveitem a loucura do amor...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

my prhases

...
‎"....há coisas que prefirio não saber ou ouvir, porque se depois tiver que falar sobre, dizer que não sei com convicção..."

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Que mundo animal!!



Deixa de ser burro
Deu com os burros n’agua
Aquele jogador é um cavalo
saiu feito um cavalo doido
quem tem burro não compra cavalo
procurando chifre na cabeça de cavalo
cavalo dado não se olha os dentes
pode tirar seu cavalinho da chuva
vou picar a mula
teimoso feito uma mula
mas é um jegue mesmo
Sou forte como um touro
Ganhou uma peruca de touro
tem colega que é uma vaca
pegar touro à unha
seu mão de vaca
conversa prá boi dormir
chorou feit um bezerro desmamado
era o ovelha negra da família
fêz dele um carneirinho
tem boi na linha
foi usada como boi-de-piranha
tô com uma fome de leão
aplicou-lhe um mata leão
temos que matar um leão por dia
Sua anta
amigo da onça
cutucando onça com vara curta
que menino porco
aí que porca torce o rabo
aquela obra se tornou um elefante branco
trabalhei feito um camelo
quem não tem cão caça com gato
cachorro que muito late não morde
é briga de cachorro grande
foi culpa daquela cadela
fêz de mim gato e sapato
mas ela é muito gata
disseram que sou um gatinho
sempre tem um bode espiatório
xiiii deu bode
seu bode velho
naquele  torneio só deu zebra
hoje vou lavar a ègua
sua raposa velha
tá na idade da loba
ele é um lobo do mar
amigo urso
me deu um abraço de tamanduá
mas que crocodilagem
essa mina é uma baleia
é um traíra
esse cara é um cabeça de bagre
A prima dela é uma piranha
Camarão que dorme a onda leva
Na reportagem tinha muito papagaio de pirata
pagagaio come o milho periquito leva a fama
sossega o periquito
tomou chuva e ficou parecendo um pinto molhado
no seu time só tem pato
e no meu time só tem marreco
seu irmão é o maior ganso
ontem eu afoguei o ganso
não sou nenhum pombo correio
tomou o maior frango
sua tia é uma perua
e o goleiro tomou um peru
de grão em grão a galinha enche o papo
Essa mina é uma galinha
Mas não fique aí cantando de galo
Ele está cagado de urubu
Tenho estômago de avestruz
Cuidado ele é um gavião
esse segurança é um gorila
macaco velho não põe a mão na cumbuca
paguei o maior mico
Cada macaco no seu galho
Vai logo sua lesma
você é uma tartaruga héin
Não tenho sangue de barata
Seu barata tonta
Tô com a pulga atráz da orelha
fizeram um trabalho de formiguinha
caminharam à passos de formiga
vai lá sua tanajura
seu abelhudo
boca fechada não entra mosca
mas não vem com esse papo de aranha
eu vi a perereca da vizinha
sapo de fora não chia
sua sogra é uma jararaca
cuidado que ela é cobra criada
quem anda com morcego dorme de ponta cabeça
cuidado que esse cara é o maior rato
vocês dois parecem gato e rato

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Teste da Cana Caiana


Teste da Cana Caiana
Meu ex-sogro me fz passar por esse teste, antes de me conceder a mão de sua filha em casamento.
O teste funcionou assim
Meu ex-sogro, Sr. Januário, que mora no céu, certo dia quando estávamos no quintal conversando,eu, ele, D. Maria, minha  sogra , um amor de pessoa que também mora no céu e a Cláudia.
Ele me olhou e disse: “vou lhe dar um teste e se você passar , lhe concedo a mão de minha filha”.
Dito isso, pegou um facão e ficou afiando, me olhando, fui ficando com medo: “o que será que esse homem vai fazer com aquele facão?”
Seu Januário terminou de afiar o facão, foi até um enorme pé de cana que havia no quintal cortou uma cana bonita pela raíz, cortou a parte da folhagem, limpou a cana e deu para eu degustar, só que antes me explicou como seria o teste.
Ele disse:”pega essa cana e comece a chupá-la, depois que terminar vou dizer se passou no teste, simples assim”.
Pensei comigo:”teste fácil esse, não será difícil passar”.
Peguei a cana, o facão e comecei, virei a cana com a parte de baixo, que é mais doce e cortei o primeiro gomo, descasquei ecomecei a chupar.
Terminei o primeiro gomo passei pro segundo gomo, terceiro e quando estava faltando alguns gomos, parei de chupar porque a parte que fica perto das folhas não é tão dôce assim, é ruim.
Parei de chupar, devolvi o facão pro Seu Januário e perguntei: “e aí, terminei com a cana, foi fácil, passei no seu teste?”.
Achei que tinha passado fácil naquele teste, comecei a ficar preocupado e pensei: “esse teste foi fácil demais, será que era isso mesmo, huuuum, num sei não, talvêz tenha dançado nesse teste”.
Ele guardou o facão e disse que eu  peguei a cana e comecei a chupar do lado mais doce e quando chegou na parte mais ruim eu não quis mais e não cheguei até o final,   desprezei o resto.
E continuou dizendo que se eu agi dessa forma com a cana, faria isso também depois que casasse com sua filha.
No começo do casamento onde tudo são rosas eu iria gostar , iria desfrurar, mas quando  passasse o tempo a convivência ai fazendo aparecer o lado não tão doce do casamento, e disse que iria pular fora e desprezar sua filha.
Por isso se ele levasse a sério o teste não concederia a mão da Cláudia pra eu casar com ela.
Mas era só uma brincadeira que fêz comigo pra ver minha reação.
Aí disse à ele que não faria com sua filha o que fiz com a cana porque tinha aprendido a lição.
Pegou na minha mão me deu um abraço, apanhou outra cana e ficamos alí no quintal chupando cana, Seu Januário, Dona Maria, Cláudia e eu.
Depís disso fomos todos muito felízes!
Essa história faz parte de um momento muito importante da minha vida.
Quando conheci a mãe do meu filho, a quem tenho muito à agradecer e seus pais , D Maria, grande mulher e Seu Januário com quem aprendi muito sobre a vida!
Tem uma histórias com Seu Januário que vai valer a pena contar; dqui, da roça...
Mas depois su conto.....

Hoje (31 de Dezembro 2010)

Hoje levantei bem cedo,café da manhã, saí pro complemento; o dia está lindo,o sol brilha majestoso nessa maravilhosa manhã de sexta-feira, último  dia do ano.
Saí pra passear na pracinha do privilegiado bairro onde moro, respirando ar puro, de bem com a vida, fiz alguns exercícios na academia ao ar livre aqui da praça e no instante em que me virei para ir até o bebedouro uma visão fêz passar um filme em minha cabeça, o filme  do tempo mais feliz da mihna vida! Ah! como era bom tê-la em meus braços, em meus sonhos,, em minha vida. Com ela vivi os momentos mais felízes e intensos da minha vida, com  ela o céu era muito mais azul de dia e de noite eu via muito mais estrêlas; com ela eu ia até as estrêlas!!
Nós dois eramos um e  um era o outro; ela era tudo que queria e gostava de  tudo que eu fazia....
Numa fração de segundo revivi emoções daqueles momentos maravilhosos de amor e paixão em sua plenitde que só quem se entrega de corpo e alma pode sentir!
Bebi  água, me virei para vê- la novamente mas, já  não estava mais lá, como se tivesse aparecido apenas naquele breve instante pra me mostar que meu sonho não acabou!!!
Mesmo morando no mesmo bairro são  mais de dois anos sem olhar de perto sem sentir seu  cheiro, seu perfume, suas vibrações, apenas  por raras vezes vendo-a passar.
Hoje tive vontade de me aproximar, mas fiquei hipnotizado  com meus pensamentos e ela foi embora...
Mas sinto que nossa  hora pode chegar e a qualquer momento e o destino nos colocará novamente  juntos pra quem  sabe, reacender essa chama que adormece em nós dois e fazer de novo explodirr os corações!!
Agora estou ouvindo uma música que me deu vontade de gritar, voltaaaaaaaa, eu ....!
Ah! se ela pudesse me ouvir agora....tenho tanta coisa pra falar.....

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

EZEQUIEL
1 Ora aconteceu no trigésimo ano, no quarto mês, no dia quinto do mês, que estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus.
2 No quinto dia do mês, já no quinto ano do cativeiro do rei Joaquim,
3 veio expressamente a palavra do Senhor a Ezequiel, filho de Buzi, o sacerdote, na terra dos caldeus, junto ao rio Quebar; e ali esteve sobre ele a mão do Senhor.
4 Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, uma grande nuvem, com um fogo que emitia de contínuo labaredas, e um resplendor ao redor dela; e do meio do fogo saía uma coisa como o brilho de âmbar.
5 E do meio dela saía a semelhança de quatro seres viventes. E esta era a sua aparência: tinham a semelhança de homem;
6 cada um tinha quatro rostos, como também cada um deles quatro asas.
7 E as suas pernas eram retas; e as plantas dos seus pés como a planta do pé dum bezerro; e luziam como o brilho de bronze polido.
8 E tinham mãos de homem debaixo das suas asas, aos quatro lados; e todos quatro tinham seus rostos e suas asas assim:
9 Uniam-se as suas asas uma à outra; eles não se viravam quando andavam; cada qual andava para adiante de si;
10 e a semelhança dos seus rostos era como o rosto de homem; e à mão direita todos os quatro tinham o rosto de leão, e à mão esquerda todos os quatro tinham o rosto dé boi; e também tinham todos os quatro o rosto de águia;
11 assim eram os seus rostos. As suas asas estavam estendidas em cima; cada qual tinha duas asas que tocavam às de outro; e duas cobriam os corpos deles.
12 E cada qual andava para adiante de si; para onde o espírito havia de ir, iam; não se viravam quando andavam.
13 No meio dos seres viventes havia uma coisa semelhante a ardentes brasas de fogo, ou a tochas que se moviam por entre os seres viventes; e o fogo resplandecia, e do fogo saíam relâmpagos.
14 E os seres viventes corriam, saindo e voltando à semelhança dum raio.
15 Ora, eu olhei para os seres viventes, e vi rodas sobre a terra junto aos seres viventes, uma para cada um dos seus quatro rostos.
16 O aspecto das rodas, e a obra delas, era como o brilho de crisólita; e as quatro tinham uma mesma semelhança; e era o seu aspecto, e a sua obra, como se estivera uma roda no meio de outra roda.
17 Andando elas, iam em qualquer das quatro direções sem se virarem quando andavam.
18 Estas rodas eram altas e formidáveis; e as quatro tinham as suas cambotas cheias de olhos ao redor.
19 E quando andavam os seres viventes, andavam as rodas ao lado deles; e quando os seres viventes se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas.
20 Para onde o espírito queria ir, iam eles, mesmo para onde o espírito tinha de ir; e as rodas se elevavam ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
21 Quando aqueles andavam, andavam estas; e quando aqueles paravam, paravam estas; e quando aqueles se elevavam da terra, elevavam-se também as rodas ao lado deles; porque o espírito do ser vivente estava nas rodas.
22 E por cima das cabeças dos seres viventes havia uma semelhança de firmamento, como o brilho de cristal terrível, estendido por cima, sobre a sua cabeça.
23 E debaixo do firmamento estavam as suas asas direitas, uma em direção à outra; cada um tinha duas que lhe cobriam o corpo dum lado, e cada um tinha outras duas que o cobriam doutro lado.
24 E quando eles andavam, eu ouvia o ruído das suas asas, como o ruído de muitas águas, como a voz do Onipotente, o ruído de tumulto como o ruído dum exército; e, parando eles, abaixavam as suas asas.
25 E ouvia-se uma voz por cima do firmamento, que estava por cima das suas cabeças; parando eles, abaixavam as suas asas.
26 E sobre o firmamento, que estava por cima das suas cabeças, havia uma semelhança de trono, como a aparência duma safira; e sobre a semelhança do trono havia como que a semelhança dum homem, no alto, sobre ele.
27 E vi como o brilho de âmbar, como o aspecto do fogo pelo interior dele ao redor desde a semelhança dos seus lombos, e daí para cima; e, desde a semelhança dos seus lombos, e daí para baixo, vi como a semelhança de fogo, e havia um resplendor ao redor dele.
28 Como o aspecto do arco que aparece na nuvem no dia da chuva, assim era o aspecto do resplendor em redor. Este era o aspecto da semelhança da glória do Senhor; e, vendo isso, caí com o rosto em terra, e ouvi uma voz de quem falava.
Capítulo 2
1 E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo.
2 Então, quando ele falava comigo entrou em mim o Espírito, e me pôs em pé, e ouvi aquele que me falava.
3 E disse-me ele: Filho do homem, eu te envio aos filhos de Israel, às nações rebeldes que se rebelaram contra mim; eles e seus pais têm transgredido contra mim até o dia de hoje.
4 E os filhos são de semblante duro e obstinados de coração. Eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o Senhor Deus.
5 E eles, quer ouçam quer deixem de ouvir (porque eles são casa rebelde), hão de saber que esteve no meio deles um profeta.
6 E tu, ó filho do homem, não os temas, nem temas as suas palavras; ainda que estejam contigo sarças e espinhos, e tu habites entre escorpiões; não temas as suas palavras, nem te assustes com os seus semblantes, ainda que são casa rebelde.
7 Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir, pois são rebeldes.
8 Mas tu, ó filho do homem, ouve o que te digo; não sejas rebelde como a casa rebelde; abre a tua boca, e come o que eu te dou.
9 E quando olhei, eis que tua mão se estendia para mim, e eis que nela estava um rolo de livro.
10 E abriu-o diante de mim; e o rolo estava escrito por dentro e por fora; e nele se achavam escritas lamentações, e suspiros e ais
Anjoporuminstante
Caraguatatuba, algum dia do mês de janeiro do ano de 2001, praia de Martin de Sá, mais ou menos 11h da noite
Estávamos meu brother James (Jaime, in memórian) e eu passeando pela praia depois de um dia de trabalho no “bar Abissal” que petencia à Renata que contratou o James para fazer a instalação elétrica do bar que por sua vez me indicou para levar o equipamento e fazer o som no bar durante a temporada daquele verão.
Cheguei em Caraguatatuba no dia 27 de dezembro junto com o Minero e o Cezinha, que nos levou em seu fusca branco.
A aventura começou quando saímos de São Paulo.
Como o fusca do Cézar não estava com os documentos em dia, tivemos que viajar por um caminho alternativo prá fugir da fiscalização, e o caminho escolhido foi uma tal de “estrada da petrobrás”, uma estradinha de terra incravada na serra que serve os veículos pesados da petrobrás.
Imagine uma esterada de terra e pedriscos, precária, sem sinalização, sem indicação alguma e cheia de buracos, uma estrada no meio do nada que parece levar à lugar nenhum que começa na cidade de Salesópolis. Pois é, foi por lá que descemos a serra
Pegamos essa estrada por volta das 5h da tarde sem ter nenhuma noção de quanto tempo leveríamos prá chegar no litoral.
Começamos a descer a serra e em razão da precariedade do caminho o fusca não passava de 40km por hora.
O tempo foi passando, a noite foi caindo, aquele lugar escuro sem placas, no meio do mato. Só não tinha como errar o caminho porque não havia ruas que cruzassem a estrada nem desvios que pudessem nos confundir. Era só aquele caminho sinistro que parecia que estava nos levando a lugar nenhum.
Se não bastasse a noite escura sem luar, começou à chover, mas à chover forte.
Aí sim, começamos a nos preocupar, não estavamos preparados prá imprevistos, estávamos sem água (tudo bem estava chovendo), sem comida, desprevenidos para qualquer emergência, tinhamos que contar com a sorte.
Continuamos nossa aventura, agora com mais emoção porque estava de noite, a chuva aumentou e para piorar o ponteiro do combustível entrou na reserva e não tinhamos a mínima noção da distância que estávamos do litoral.
A preocupação evoluiu para desespero.
Noite escura com aquele temporal num caminho que parecia não ter fim e a gasolina acabando, “mi Dios del Cielo, o que acer”, difícil foi não entrar em desespero, até que chegou num ponto do caminho que apareceu uma estaca fincada da beira da estrada com o número 50.
Olhamos a placa e ficamos na dúvida, o que seria aquela estaca com o número 50.
Paramos, olhamos, tentamos entender, no momento não entendemos mas contínuamos nossa odisséia, até que muitos minutos depois encontramos outra estaca fincada na beira da estrada com o número 49.
Aí sim entendemos o que eram aquelas estacas; era a indicação de quantos kms faltavam para chegar em algum lugar no litoral que não fazíamos idéia de onde seria.
Beleza agora sabíamos que estava perto, mas o que poderia ser um alívio se tornou uma preocupação porque de uma estaca à outra demorava muito; era um olho na estaca e outro no ponteiro da gasolina; a cada estaca o ponteiro baixava um pouco.
E o desespero evoluiu para agonia: estaca 48........47.........46........45.......44........43.......42.
Até que chegamos em um ponto em que avistamos algumas luzes ao longe.
Nunca havia dado tanta importância à uma luz acesa. Quando vimos aquelas luzes comemoramos como se tivéssemos chegado ao cume do Monte Everest depois de uma subida tumultuada, mas não, haviamos chegado no litoral de Caraguatatuba no limite do combustível.
Aí sim achamos o bar Abissal, eram 11:30h da noite do dia 27 de dezembro de 2001.
Terminava assim nossa odisséia de descida da serra. Continua...