quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Teste da cana caiana
Seu Januário, meu sogro, me fez passar por esse teste, antes de me conceder a mão de sua filha em casamento.
O teste funcionou assim:
Seu Januário, que mora no céu, certo dia quando estávamos no quintal conversando,eu, ele, D. Maria, minha sogra , um amor de pessoa que também mora no céu e a Cláudia, olhou pra mim e disse: “vou lhe dar um teste e se você passar neste teste, lhe concedo a mão de minha filha”.
Dito isso, pegou um facão e ficou afiando, me olhando, fui ficando com medo: “o que será que esse homem vai fazer com aquele facão?”
Seu Januário terminou de afiar o facão, foi até um enorme pé de cana que havia no quintal cortou uma cana bonita pela raíz, cortou a parte da folhagem, limpou a cana e deu para eu degustar, só que antes me explicou como seria o este.
Ele disse:”pega essa cana e comece a chupá-la, depois que terminar vou dizer se passou no teste, simples assim”.
Pensei comigo:”teste fácil esse, não será difícil passar”.
Peguei a cana, o facão e comecei, virei a cana com a parte de baixo, que é mais doce e cortei o primeiro gomo, descasquei ecomecei a chupar.
Terminei o primeiro gomo passei pro segundo gomo, terceiro e quando estava faltando alguns gomos, parei de chupar porque a parte que fica perto das folhas não é tão dôce assim, é ruim.
Devolvi o facão pro Seu Januário e perguntei: “e aí, terminei com a cana, foi fácil, passei no seu teste?”.
Achei que tinha passado fácil naquele teste, comecei a ficar preocupado e pensei: “esse teste foi fácil demais, será que era isso mesmo, huuuum, num sei não, talvêz tenha dançado nesse teste”.
Ele guardou o facão e disse que eu peguei a cana e comecei a chupar do lado mais dôce e quando chegou na parte mais ruim eu não quis mais e não cheguei até o final, desprezei o resto.
E continuou dizendo que se eu agi dessa forma com a cana, faria isso também depois que casasse com sua filha.
A tese do Seu Januário, 80 anos, sem estudo e que nasceu na roça, sua tese está certa.
Disse que no começo do casamento onde tudo são rosas eu iria gostar , iria desfrurar, mas quando passasse o tempo a convivência ai fazendo aparecer o lado não tão doce do casamento eu iria pular fora e desprezar sua filha.
Por isso se ele levasse a sério o teste não concederia a mão da Cláudia pra eu casar com ela.
Mas era só uma brincadeira que fêz comigo pra ver o que eu faria.
Aí disse à ele que não faria com sua filha o que fiz com a cana porque tinha aprendido a lição.
Pegou na minha mão me deu um abraço, apanhou outra cana e ficamos alí no quintal chupando cana, Seu Januário, Dona Maria, Cláudia e eu.
Depoís disso fomos todos muito felízes!
Essa história faz parte de um momento muito importante da minha vida.
Quando conheci a mãe do meu filho, a quem tenho muito à agradecer e seus pais , Dona Maria, grande mulher e Seu Januário com quem aprendi muito sobre a vida!
Tem umas histórias com Seu Januário que vai valer a pena contar; daqui, da roça...
Mas depois eu conto....

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