Co incidência
Há uns 12 anos atrás, estava eu sentado num banco da praça de fronte à Igreja Santo Antônio, na cidade onde moro, esperando minha meia-namorada; vou explicar: nós andavamos juntos, trocávamos beijos e carícias mas nunca chegamos a assumir o namoro prá outras pessoas.
Depois descobri que ficava comigo só prá chamar a atençao de outro cara, que eu também conheço.
Acabei me apaixonando pela mariah (nome fictício), que não se importava nem um pouco com isso, estava focada em fazer ciúmes pro Ronald (nome fictício), mas essa é outra história.
O que vou contar é uma história de coincidência, sorte ou outra coisa que você acha que possa ter sido; prá mim mera coincidência.
Voltando ao banco da praça; fiquei lá esperando, tínhamos marcado às 7h, mas já passava das 7 e meia.
Pensei e disse à eu mesmo: “deve ter saído mais tarde do trabalho ou o ônibus atrasou, sei lá vou dar uma volta”.
Levantei do banco; desses bancos de concreto armado que ficava rente à borda do gramado que era protegido por uma mureta, havia um espaço de uns 15 cm entre o banco e a mureta.
Saí andando em direção ao centro da cidade, que dava uns 10 minutos, na calçada do mesmo lado da igreja e voltei pelo mesmo caminho mas na calçada do outro lado.
No caminho de volta pensei: “é, vou embora, já era, ela não vem mais mesmo”.
Quando estava à uns 20 metros da igreja, por instinto atravessei a avenida para o lado da igreja, e quando estava passando perto do banco onde estava sentado disse em voz baixa: “poxa vida, tava no maior barato de namorar hoje, dar uns beijos uns amassos e a Mariah nem deu as caras, fazêr o que, o jeito é baixar o fogo e ir prá casa”.
Disse isso olhando pro banco em que eu estava sentado, quando percebi que tinha alguma coisa caída atrás dele, entre o banco e a mureta, aquilo me chamou a atenção, me aproximei prá ver melhor o que era e prá minha surpresa era uma carteira de couro.
Na hora pensei:”putz, achei uma carteira, pelo menos não perdi a viagem, a Mariah não veio mas achei isso”.
Me aproximei e quando me abaixei prá pegar aquela carteira, prá minha surpresa e espanto vi que era minha própria carteira que deve ter caído no momento em que me levantei pra dar uma volta.
Na hora fiquei boquiaberto, sem ação e disse baixinho: “caraca meu, achei minha própria carteira, puta merda”, na hora me lembro que passou uma senhora e resmungou: “xiiii, falando sózinho”, olhei prá ela e retruquei: “aí tia, eu não estou falando sozinho, estou conversando comigo mesmo”. Ela abriu um sorriso e continuou seu caminho.
Em seguida já fui abrindo a carteira prá ver se meus documentos mais uns 50 paus ainda estavam lá, afinal alguém podia ter achado, pegado a grana e jogado lá novamente, mas prá minha alegria minha grana e quase todos meus documentos estavam lá do jeitinho que havia deixado; ufa!
Olhei pro céu, suspirei fundo, saí rindo sózinho e pensando que podia não ter atravessado a avenida porque já havia tomado a decisão de ir embora, mas atravessei e o improvável aconteceu.
Segui meu caminho, passei na padaria, comprei uma lata de refri (não era coca-cola, não quero aqui fazer propaganda de refri, kkkk), e no caminho fui pensando: “ caraca, que puta coincidência, foi a maior que já aconteceu comigo”.
Mas agora me lembrei que outro dia aconteceu outra coicidência tão incrível quanto essa, mas depois eu conto
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